àleo vaza de navio no canal de São Sebastião e pode atingir praias do litoral norte de SP
àleo vaza de navio no canal de São Sebastião e pode atingir praias do litoral norte de SP17/Mar, 18:52 Por Nívia Alencar, especial para a AE São Sebastião, SP, 17 (AE) - Cerca de 450 litros de óleo segundo estimativas preliminares da Petrobras, vazaram, ontem à noite, do navio Mafra, da da Frota Nacional de Petróleo (Fronape), no canal de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Pouco após o acidente, ocorrido por volta das 20h10, o Centro Modelo de Combate à Poluição por àleo no Mar (Cempol), órgão da Petrobrás, foi acionado. Segundo a assessoria de Imprensa da empresa, parte do produto ficou retido no convés do navio. Também foi acionada a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb). Hoje pela manhã foram iniciados os trabalhos de monitoramento das praias e costões, em São Sebastião e Ilhabela, o que continuava até o final da tarde. O produto transbordou do tanque de reserva de resíduos oleosos, situado na popa a bombordo (lado esquerdo). A Secretaria Estadual do Meio Ambiente informou, hoje pela manhã, que o filete de óleo era visível entre o cais comercial de São Sebastião e a Ponta do Araçá, seguindo rumo à direção sul. Outro filete de óleo fora verificado em Ilhabela, numa extensão de oito quilômetros, em direção as praias Grande e Curral, até a Barra Sul. A assessoria de imprensa da Secretaria acredita que o tanque do navio não seria apropriado para reservar o óleo. O diretor da Secretaria de Meio Ambiente de Ilhabela, Sérgio Heitor Marques, declarou que grande quantidade de óleo havia chegado na costeira do Jardim Arco Íris até a Ponta do Ribeirão, numa extensão de um quilômetro, entre as praias Grande e Curral. "O volume não parece ser de apenas 450 litros, é muito óleo". Ele afirma que o derramamento deve ser de 450 toneladas. "Podemos multiplicar todas as estimativas de vazamentos da Petrobrás por mil", afirma. O diretor declara que grande parte do óleo teria seguido para fora do canal na noite de quinta-feira, arrastado pelo vento. O gerente da Cetesb em Ubatuba, Sylvio do Prado Bonh Júnior, afirma que técnicos da empresa em São Paulo foram acionados para verificar as proporções do acidente. "Ainda não sabemos sobre o volume de óleo", disse à tarde. Segundo ele, independente de os resíduos não atingirem as praias, a Cetesb poderá multar a Petrobrás. A empresa ainda avalia as causas do derramamento.





