àleo jorrou durante quatro horas
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2000
Por Adriana Ferreira 
Rio, 21 (AE) - O óleo combustível MF 380 vazou durante quatro horas do duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Bahia de Guanabara, no Rio. A avaliação preliminar de técnicos da Petrobrás indicava que o vazamento tinha sido de 30 minutos Não foi o único erro neste desastre ambiental, ocorrido na terça-feira (18) . Uma ruptura por fadiga causou o buraco de 68 centímetros. "Houve uma falha no planejamento do duto", admitiu o coordenador da Comissão de Avaliação, Laércio Rodrigues Horta. Além disso, uma falha no programa do software agravou a situação, pois não acusou de imediato a saída do óleo.
Segundo Horta, houve um erro na avaliação do terreno, por onde passa o duto. "A fragilidade do solo é feita por amostragem", disse. O que aconteceu, explicou, é que os técnicos esperavam que houvesse uniformidade no terreno. "Não foram previstos trechos com baixa densidade e em terreno frágil, como o mangue, o duto acaba se movimentando mais do que o esperado", afirmou Horta.
O duto começou a funcionar às 21h de segunda-feira, e parou a 0h50 por causa de um balanço no sistema elétrico. Às 3h já havia vazamento, que não foi detectado pelo operador da central de controle, em Campos Elísios, porque o software não forneceu dados corretos. O programa, com dez anos, foi atualizado no final do ano. Duas horas depois, no momento da outra verificação, o operador constatou que a tubulação não estava cheia como deveria. Após fazer cálculos manuais, a equipe percebeu o estrago. Às 5h25m o duto foi fechado.
A companhia instalou em outubro um sistema automático de controle do nível do produto, que indicaria o derramamento imediatamente. Como estava em fase de teste, os seus dados não foram consultados.


