O médico alemão Gerd Wenzinger, de 55 anos, acusado de vários crimes sexuais e assassinatos na Alemanha, enforcou-se na manhã de ontem, na cela do Presídio de Salvador, onde aguardava julgamento. O médico foi preso na capital baiana em fevereiro do ano passado, denunciado por garotas de programa que foram torturadas por ele. Na Alemanha, ele era conhecido como o ‘‘estripador de Havel’’, por ter matado e esquartejado uma prostituta, colocado os pedaços num saco e atirado no Rio Havel, na cidade de Stuttgart.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de extraditá-lo na quarta-feira deixou Wenzinger transtornado. Ele já havia tentado se suicidar em junho do ano passado quando soube que a policia alemã o havia descoberto na Bahia. Na época, declarou que preferia morrer a cumprir pena numa penitenciária da Alemanha de onde emigrou em 1994, logo após matar a prostituta polonesa Dana Frankze, cujo corpo retalhou com um bisturi a laser e jogou no canal do Rio Havel. A polícia alemã só conseguiu provar que o médico era o assassino após ele fugir do país. Outros 12 assassinatos são atribuídos a Wenzinger nas cidades de Stuttgart e Berlim. Em Salvador, o médico alugou uma casa na orla marítima onde mantinha um estúdio de vídeo para gravar as aberrações sexuais que praticava com garotas de programa.

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