Berlim, 17 (AE-AP) - Aceitando a responsabilidade moral pelo sofrimento das vítimas dos 12 anos de regime nazista de Adolf Hitler, o governo alemão apresentou hoje (17), formalmente, a oferta de 10 bilhões de marcos (US$ 5,2 bilhões) para compensar sobreviventes da política de trabalho escravo da época.
O presidente alemão, Johannes Rau, disse reconhecer que nenhum dinheiro pode compensar suficientemente o sofrimento das vítimas dos nazistas. "Eu homenageio aqueles que foram transformados em escravos e vítimas de trabalhos forçados sob um regime alemão e peço desculpas em nome de todo o povo da Alemanha", disse.
O anúncio oficial do acordo foi feito pelo chanceler alemão, Gerhard Schroeder, numa rápida cerimônia, da qual participaram ainda o negociador americano para a questão, Stuart Eizenstat, e o alemão, Otto Lambsdorf.
O acordo havia sido anunciado no começo da semana, quando o governo alemão concordou em aumentar sua oferta inicial, de US$ 1,6 bilhão, para indenizar as vítimas do trabalho escravo nazista. Ficou acertada a criação de um fundo de compensação, no qual a Alemanha depositará US$ 2,6 bilhões e as empresas alemãs acusadas de beneficiar-se dos trabalhos forçados entrarão com o mesmo valor.
Entre 1,5 milhão e 2,3 milhões de pessoas podem ser beneficiadas pelo fundo, recebendo indenizações de US$ 2.500 e US$ 7.500. A maior parte deles é de não-judeus que viviam em países do Leste Europeu.

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