Rio, 5 (AE)- A Alemanha espera que a União Européia (UE) já tenha aprovado um acordo de liberação comercial com o Mercosul até a reunião da Cimeira no Rio, que vai reunir chefes de estados da UE, da América Latina e do Caribe nos dias 28 e 29. Segundo o embaixador e membro do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, Georg Boongaarden, a decisão da França de vetar a recomendação para que a União Européia inicie as negociações para a criação de uma área de livre comércio entre os dois blocos possa esvaziar os debates durante a Cimeira.
O embaixador acredita que a Alemanha possa ter êxito em sua luta para obter um mandato, que permita iniciar as negociações com o Mercosul, na próxima reunião dos ministros de relações exteriores da União Européia no dia 21. "O clima será mais otimista se estivermos com o mandato para iniciar os entendimentos, mas o sucesso da Cimeira não depende disso", destacou o embaixador da Alemanha.
Segundo ele, a reunião de cúpula é mais abrangente e o Mercosul representa apenas seis dos 33 países que estarão partipando do encontro. Boongaarden lembrou ainda que a Cimeira é um passo importante para negociações mais sólidas entre as regiões, que tem muitos interesses em comum.
O embaixador não quis polemizar a decisão da França de vetar o acordo com o Mercosul por temer o fim do protecionismo agrícola. "Não vou comentar os detalhes das negociações entre os países da União Européia, vamos lutar é para conseguir um consenso nessa questão". Boongaarden frisou ainda que essa não é uma disputa franco-alemã.
O embaixador brasileiro Luiz Augusto de Castro Neves, secretário-adjunto do Ministério das Relações Exteriores e coordenador da Cimeira, também concorda com o diplomata alemão. Castro Neves destaca que os países participantes do encontro já chegaram a um consenso sobre o declaração política, que será assinada pelos chefes de estado durante a reunião. Segundo ele, também está na fase final a declaração contento as ações práticas que os Governos vão adotar para viabilidade os pontos destacados pela declaração política, cujo nome provisório é Declaração do Rio.

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