Alemanha aprova corte de gastos no valor de US$ 15,8 bi
Frankfurt, 23 (AE-AP) - O governo alemão aprovou hoje (23) um pacote de corte de gastos no valor de US$ 15,8 bilhões, a maior redução desde a 2ª Guerra Mundial, com o objetivo de abrir caminho para a queda dos impostos corporativos e, consequentemente, para a criação de empregos e expansão econômica.
Os cortes no orçamento do ano que vem, de 1,5% dos gastos totais, também são necessários para previnir o aumento do déficit orçamentário, o que poderia abalar ainda mais o euro, que já caiu 12% este ano em relação ao dólar norte-americano.
Cerca de 4 milhões de pessoas estão desempregadas na maior economia da Europa, que está crescendo no menor ritmo entre os países da região do euro, com exceção da Itália. O corte de gastos possibilitará a redução de US$ 4,2 bilhões em impostos para o setor privado, o que deve estimular contratações, informou o governo.
A carga tributária do setor na Alemanha está atualmente em 56%, comparada à de 30% na Inglaterra. O objetivo do governo é reduzir os impostos corporativos para 35% e, até 2001, para 25%.
A medida do governo alemão, que ainda tem de ser aprovada pelo Poder Legislativo, foi justamente o que o vice-presidente do Banco Central Europeu, Christian Noyer, pediu hoje aos países da região do euro. Ele pediu que os governos nacionais façam sua parte cortando os déficits orçamentários e reduzindo as restrições do mercado de trabalho para ajudar a impulsionar a economia da região do euro. "A política monetária não pode resolver sozinha os problemas econômicos da Europa", disse Noyer. Os autores das políticas "de todas as áreas" têm de levar em consideração o novo ambiente" do euro, disse. "Só assim o euro poderá funcionar como um verdadeiro acelerador do crescimento econômico na Europa." A Comissão Européia informou, em março, que o crescimento da região do euro pode ficar em 2,2% este ano, abaixo dos 3,0% registrados no ano passado. ESPANHA - O crescimento econômico da Espanha está sendo maior que o esperado, 3,6% desde o primeiro trimestre do ano passado, o dobro da média dos países da região do euro no mesmo período. O crescimento foi provocado pelo aumento do consumo, que superou a queda das exportações.
Economistas esperavam crescimento de 3,5% em todo o ano de 1999 e de apenas 0,9% no primeiro trimestre. O crescimento da economia espanhola no trimestre não foi divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, que está adotando pela primeira vez a metodologia de cálculo do crescimento do BCE. EURO - O dólar subiu hoje em relação ao euro e ao iene, na Europa. O euro voltou a cair, chegando à mínima em US$ 1,0278, recuperando-se depois para US$ 1,0293, ante US$ 1,0322 na terça-feira. A moeda norte-americana foi negociada no fim da tarde na Europa a 122,00 ienes, ante 121,73 ienes na véspera. De acordo com analistas, o euro recuperou-se porque o mercado está temendo novas intervenções do Banco (central) do Japão no câmbio.





