Aleksandro troca PFL por PSL
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domingo, 13 de fevereiro de 2000
Por Gilse Guedes 
Brasília, 14 (AE) - O deputado José Aleksandro da Silva (AC), suspeito de pertencer a uma quadrilha de narcotraficantes e ameaçado de expulsão do PFL, ingressou hoje no PSL.
O julgamento do processo de expulsão do PFL havia sido marcado para o próximo dia 23 pela executiva nacional do partido. A tendência era de que o parlamentar, que assumiu a vaga do ex-deputado Hildebrando Pascoal, cassado no ano passado por quebra de decoro parlamentar, fosse expulso por usar indevidamente um documento assinado pelos senadores Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Jader Barbalho (PMDB-PA) para intermediar verbas federais e pedir o boicote de recursos ao Acre.
Aleksandro é alvo de um pedido de cassação de mandato por ter mentido à CPI do Narcotráfico da Câmara e está sendo investigado pela comissão em razão de indícios de envolvimento com uma quadrilha de tráfico de drogas integrada por Hildebrando Pascoal.
Ele também é acusado de desviar cerca de R$ 2 milhões da Câmara de Vereadores de Rio Branco quando ocupava a primeira secretaria da Mesa da Câmara municipal.
Em carta encaminhada aos ministérios, Aleksandro cita um documento subscrito por Bornhausen, Jáder Barbalho e Pedro Corrêa e, em um ofício anexo, pede que as ações dos ministérios para a liberação de "recursos federais e assinaturas de convênios federais sejam feitas por meio dos deputados (Zila Bezerra, Ildefonço Cordeiro - ambos do PFL, Sérgio Barros - PSDB
João Tota - PPB e senador Nabor Júnior - PMDB), que dão sustentação política ao governo".
O pefelista anexou ao pedido o ofício assinado pelos presidentes do PFL, PPB e PMDB que foi enviado ao presidente Fernando Henrique Cardoso para outra finalidade. Aleksandro diz ainda que essa é uma medida necessária para que os parlamentares citados possam "fazer os acompanhamentos e para que sejam prestigiados pelo governo federal".
Aleksandro trata ainda sobre a "falta de postura política" do governador do Acre, Jorge Viana (PT). "Este parlamentar, que vota os projetos de interesse do governo federal, não aceitará que as ações do governo sejam dirigidas para o Estado do Acre por meio de seus adversários políticos", diz o documento.
Na última terça-feira, o PT encaminhou à corregedoria da Câmara novo pedido de cassação por considerar que a atitude de Aleksandro é incompatível com o decoro parlamentar.


