Aleitamento materno favorece inteligência
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
De Genebra 
Criança que mama no peito se transforma em um adulto muito mais pronto para a vida, pois o leite humano tem as substâncias que favorecem o desenvolvimento do sistema nervoso central e, em consequência, a inteligência ou QI (quociente intelectual). A afirmação foi feita ontem pelo diretor do Banco de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz, João Aprígio Guerra de Almeida. A fundação vai receber prêmio de US$ 30 mil, que será entregue nos próximos dias.
A premiação pela fundação japonesa Sasakawa, através da Organização Mundial da Sa© úde (OMS), é o reconhecimento de uma experiência pioneira brasileira, disse Guerra de Almeida.
A campanha de promoção do aleitamento materno exclusivo é reforçada pelo fato de o Brasil ter a maior rede de leite humano do mundo, que atende principalmente bebês internados em Unidades de Tratamento Intensivo neonatais. Estes bebês dependem do leite humano para sobreviver.
A presença do estande brasileiro do banco de leite materno na entrada do plenário da Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, reforça a proposta brasileira de aumentar de quatro para seis meses o período de alimentação dos bebês exclusivamente com leite humano.
Segundo o diretor do banco de leite humano, pesquisas indicam que as crianças que mamam no peito ficam mais protegidas contra infecções e os riscos de virem a ser adultos obesos são menores. Guerra de Almeida alerta que as mães não devem misturar o leite materno com outro supletivo, pelo menos até os seis meses.
É praticamente certa a aprovação da proposta brasileira - sobre aumento do período de amamentação - o que exigirá de fabricantes de leite em pó e papinhas a colocação de um alerta na embalagem, esclarecendo que o produto se destina a crianças com mais de seis meses. Embora o Brasil já adote há 20 anos essa medida, na Europa a informação é de que os produtos são destinados a bebês com mais de quatro meses. Nos EUA não há alertas. Os EUA são o país com maior número de bebês desmamados, 75% se alimentam com mamadeira. (Agência Estado)


