O réu Edson dos Santos Rodrigues, 31 anos, o ''Zóza'', chorou ontem ao jurar inocência perante os jurados que decidiriam até a madrugada de hoje se ele teve ou não participação na morte do garoto Dener Washington Matias, 11 anos, em 14 de julho de 2006, ocorrida na Zona Oeste de Londrina.
No segundo dia do julgamento, o acusado começou a ser ouvido por volta das 17 horas e - antes de ser inquirido pela Promotoria - falou por exatos 38 minutos. Sempre olhando para os jurados, Zóza detalhou que cerca de 20 dias antes dos fatos havia deixado a prisão, onde cumpria pena por tráfico. Disse que foi para Florianópolis (SC) e três dias antes do crime retornou à Londrina para levar os dois filhos pequenos com ele, já que a mãe das crianças também estava presa por tráfico.
Na noite anterior aos fatos, Zóza declarou ter dormido com os filhos em um hotel em Ibiporã e que deixou o local por volta das 10h30. Portanto, não poderia estar poucos minutos depois na rua Leste, no Jardim Leste-Oeste, quando um rapaz efetuou os disparos que mataram o garoto Dener e feriram Lincoln de Lima Nascimento, o verdadeiro alvo dos tiros.
Ele disse ainda que ao sair do hotel, foi almoçar na casa do sogro com os filhos. Daí, soube pela televisão que o garoto havia sido morto na comunidade rival. ''Pensei comigo: desse crime não vou ser acusado'', comentou. Só que três dias depois, foi envolvido no crime por depoimentos prestados à Polícia por Lincoln e por uma tia do garoto morto. Os dois acusadores, entretanto, inocentaram Zóza poucos dias depois, na Justiça. Ao acabar de falar, o réu foi inquirido pela promotora, Susana Feitosa de Lacerda, e pelo advogado de defesa, André Salvador.
Após um intervalo, o julgamento foi retomado às 20 horas com o debate entre as partes, que poderia durar até 5 horas. Só então, os sete jurados se reuniriam para definir pela absolvição ou condenação e a juíza substituta que preside o julgamento, Adriana Katsurayama Fernandes e Silva, revelaria a decisão.

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