Álcool, droga, desemprego
Quando a criança é vítima de agressões, é grande a chance de a família possuir um perfil de violência como um todo. Na pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, isso transparece em alguns resultados importantes, como o alcoolismo em pelo menos um dos pais ou responsáveis (35%), uso de drogas (20%), desemprego (39%), agressão verbal ou violência física entre os pais ou responsáveis (28%) e histórico de violência na geração anterior (30%).
Este último dado é importante como pista para entender não apenas por que os pais agridem os filhos, mas por que não impedem que o outro o faça. Estudos internacionais mostram que as pessoas buscam parceiros que repitam comportamentos de seus pais, aponta Sylvia.
Embora o estudo do AAF não pretenda explicar as razões da violência, no dia-a-dia, a equipe se depara com, por exemplo, mulheres que compactuam com maridos agressores tanto porque é isso que viveram quando crianças, como pela falta de opção econômica para sair de casa.
O padrão de comportamento pode determinar, também, que os pais não reconheçam sua atitude como violência. Uma surra de fio elétrico, por mais absurdo que pareça, pode ser entendida pelos pais como perfeitamente aceitável, afirma. O comportamento agressivo pode ser gerado pela ignorância, já que vivemos numa cultura que acredita na pedagogia da pancada, na força física como forma disciplinar.(E.A.)





