São Paulo, 29 (AE) - Usineiros prometem que o preço do álcool continuará inferior ao da gasolina, entre 25% e 30%; se subir o preço da gasolina, o álcool não acompanhará, aumentando ainda mais a diferença de preços entre os dois combustíveis. É o que diz um estudo do Sindicato da Indústria de Fabricação do álcool no Estado de São Paulo.
De acordo com o estudo, os preços muito baixos do álcool nos últimos meses eram totalmente irreais. "Isso só aconteceu porque o produtor estava vendendo com prejuízo. O litro do álcool chegou a ser vendido a R$ 0,16 e desse jeito não dava para garantir a produção e o abastecimento". O levantamento feito pelo sindicato destaca que "além disso as distribuidoras e os postos estavam com margens muito baixas, numa verdadeira guerra que gerou acusações mútuas de concorrência desleal e sonegação de impostos. Para completar, nessa época, o Governo Federal concedia um suporte de preços para baratear o álcool para o consumidor. Esse suporte era de R$ 0,127 litro. Hoje ele não existe mais".
O estudo diz também que atualmente o produtor está vendendo o combustível por R$ 0,38 o litro. Um valor bem próximo dos R$ 0,41 o litro que ele recebia em maio de 97. E que era determinado pelo Governo a partir de planilhas de custos da Fundação Getúlio Vargas. "O álcool continuará vantajoso para o consumidor, com uma diferença de 25 a 30% a menos em relação ao preço final da gasolina. Se a gasolina subir, essa diferença será ainda maior".

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