Pindamonhangaba, 30 (AE) - A Alcan do Brasil anunciou hoje que dobrará sua produção de laminados de alumínio em dois anos. A produção da maior fábrica da América Latina do gênero, situada em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, sairá das atuais 120 mil toneladas por ano para 280 mil toneladas em 2001. O projeto de expansão teve investimentos de US$ 370 milhões e cerca de 15% da produção será exportada para os países sul-americanos. "Essa ampliação nos coloca entre as mais modernas fábricas de chapas de alumínio do mundo", comentou o gerente da unidade, Antonio Tadeu Nardoci.
A ampliação do parque industrial da Alcan demorou dois anos para ser concluída e atenderá plenamente a demanda interna de lâminas de alumínio, que são utilizadas principalmente na fabricação de latas de cerveja e refrigerente. Cerca de 60% da produção é destinada aos fabricantes de latas. A empresa também atende a indústria automotiva, de transporte, embalagens de alimentos e bens de consumo. Com esse aumento previsto na produção, o faturamento deverá saltar dos atuais US$ 370 milhões para US$ 700 milhões em 2002.
Atualmente, a produção da Alcan é consumida praticamente pelo mercado interno. Apenas 5% dos produtos são exportados para a Argentina. Estudos da empresa mostram que a demanda do mercado brasileiro para latas de alumínio apresenta um crescimento de 20% ao ano. O novo complexo industrial abriga também o maior centro de reciclagem da América do Sul, com 40 mil toneladas de material reaproveitado no processo fabril. O objetivo, segundo Nardoci, é dobrar esse volume já no próximo ano, quando serão investidos US$ 5 milhões neste sistema. "Esse material volta a ser matéria-prima e se transforma novamente em lata", comentou.
A ampliação gerou 100 novos empregos. A fábrica tem 800 funcionários e poderá sofrer uma nova reestruturação de sua produção dentro de três anos. Segundo os dirigentes da empresa, o projeto contemplou uma possível expansão das atividades industriais neste período. O recursos investidos na unidade de Pindamonhangaba foram divididos entre a matriz canadense e a filial brasileira. "Não entramos na guerra fiscal, por isso sequer houve qualquer ajuda externa ou concessão de benefícios"
comentou Nardoci.

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