Albuquerque é liberado para cumprir prisão domiciliar
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quinta-feira, 23 de setembro de 1999
Por Ricardo Rodrigues (especial para a AE) 
Maceió, 24 (AE) - O ex-deputado federal Talvane Albuquerque (PTN-AL), acusado de ser o mandante do assassinato da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL) e de mais três parentes dela, foi liberado hoje do Presídio de Segurança Máxima Baldomero Cavalcante para cumprir a prisão preventiva em seu domicílio, mas sob escolta policial. A prisão domiciliar, pedida pelos advogados do deputado cassado, foi acatada pelo juiz da 1ª Vara Especial Criminal, Daniel Accioly. A decisão do magistrado foi tomada com base em parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE), por considerar que o Presídio Baldomero não oferece condições para prisão especial a que o réu tem direito por ter nível superior.
Albuquerque foi liberado por volta do meio-dia, depois de ter sido interrogado por Accioly. Ele deixou o Baldomero Cavalcante sob forte esquema policial e seguiu direto para seu apartamento no Edifício Portal da Ponta Verde, na orla de Maceió. Ele não quis comentar o benefício da prisão domiciliar. O deputado cassado, que está preso há 170 dias, será vigiado 24 horas por dia por uma escolta da Polícia Militar.
Os advogados do acusado de pistolagem Maurício Gomes Novaes, o "Chapéu de Couro", Maria Paixão e Carlos Alberto Alves pediram a Accioly o retorno do pistoleiro para Aracaju, onde ele deveria cumprir pena por ter sido condenado pela morte de um comerciante sergipano. "Já que o juiz concedeu prisão domiciliar para Talvane, deveria transferir o nosso cliente para o Presídio de Aracaju, onde ele estaria mais seguro", afirmou Paixão, acrescentando que "Chapéu de Couro" foi ameaçado de morte e teme ser assassinado em Maceió pelos assessores de Albuquerque.


