Albuquerque critica ameaças
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domingo, 07 de dezembro de 1997
Agência Folha São Paulo 
O ministro Carlos Albuquerque (Saúde) afirmou que a ameaça de descredenciamento de 62 hospitais de São Paulo conveniados ao SUS é uma sistemática de pressão ultrapassada que não leva a lugar nenhum. No último dia 27, um grupo de 62 hospitais se descredenciou do SUS (Sistema Único de Saúde). Se os pagamentos atrasados não forem cumpridos pelo governo, eles prometem encerrar o contrato no fim do aviso prévio de 90 dias - que vence em fevereiro.
A perda desses hospitais representa uma redução de sete mil leitos dos hospitais conveniados do Estado, que representam 18% do total. Todos gostaríamos que os valores do SUS fossem maiores, mas os recursos são limitados, disse Albuquerque, sobre a defasagem da tabela do SUS, que é de 94.
O ministro afirmou que pretende pagar todas as dívidas atrasadas do ano passado até o fim do ano. O governo federal está defendo o abono de 25% do último trimestre de 96. Até o fim do ano, todas as dívidas serão pagas. O ministério anunciou anteontem que foram depositados na quinta-feira R$ 547 milhões referentes ao pagamento do mês de outubro de internação hospitalar e ambulatório para hospitais conveniados.
Segundo Milton Morete, diretor-executivo do Fundo Nacional de Saúde, o pagamento dos serviços prestados este ano pelos conveniados do sistema está em dia. O diretor-executivo afirmou que de fato ainda é preciso pagar R$ 373 milhões de dívidas do ano passado. A partir de maio do ano passado, foi concedido um abono de 25% na tabela e procedimentos do SUS. Essa diferença começou a ser paga este ano.
Os R$ 373 milhões se referem à soma dos 25% do último trimestre de 96. Estamos negociando para pagar tudo em 97. No total, a dívida era de cerca de R$ 1 bilhão, dos quais foram pagos cerca de R$ 700 milhões. O pagamento dos procedimentos feitos em outubro deste ano deve estar na conta dos hospitais na segunda-feira. Dos R$ 547 milhões, foram para internação hospitalar R$ 207 milhões, para ambulatório, R$ 200 milhões, e para os municípios que estão em gestão semiplena (que recebem diretamente o dinheiro), R$ 140 milhões.


