Albright lamenta a situação de Elián e o regime ditatorial em Cuba
Washington, 06 (AE-AP) - Pouco antes de ser confirmado pelas autoridades que o pai do menino cubano Elián González chegaria hoje aos EUA, a secretária de Estado Madeleine Albright, em desbafo à imprensa, lamentou que a situação do menino de seis anos ainda não estivesse resolvida depois de 4 meses.
Albright aproveitou a ocasião para manifestar seu despontamento em relação ao regime cubano e confessar que, em seus primeiros anos no poder, o governo Clinton havia pensado em adotar uma nova política em relação a Havana, na tentativa de promover mudanças em Cuba.
Referindo-se ao caso de Elián, de seis anos (mesma idade de seu próprio neto), Albright considerou "terrível" a questão do menino náufrago, que "necessita estar com seu pai natural" e expressou "o desejo de que esse menino tenha uma boa vida".
Por outro lado, lembrando ter nascido na Europa Central e assistido ao desmoronamento do regimes comunistas na região, a secretária de Estado admitiu que as perspectivas de mudanças em Cuba chamava sua atenção e a de outros membros do governo há alguns anos.
O que mudou os planos do governo Clinton nesta direção, segundo Albright, foi a decisão de Cuba de derrubar com seus aviões militares, em 1996, dois aviões civis desarmados que, para ela, estavam em águas internacionais. "Foi este incidente", disse, "que dificultou demais a busca de um novo caminho".
A escalada do grau de deterioração nas relações entre os dois países pode ser medida pelo monumento "antiimperialista" inaugurado esta semana em Havana, em frente à missão diplomática americana. "(É uma obra que) me assombra", comentou a secretária de Estado, que concluiu: "O dinheiro ali gasto poderia ter sido melhor utilizado para ajudar os pobres em Cuba".





