Kosovska Mitrovica, 25 (AE-AP) - Nazmije Hyseni escolheu uma mesa nesta sexta-feira (25) e apresentou documentos provando que sua casa está localizada no lado sérvio da cidade de Kosovska Mitrovica. Mas a previsão de voltar para casa sob proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a deixou mais apreensiva do que excitada.
"Não nos sentimos totalmente seguros", disse a dona-de-casa albanesa. "As pessoas voltarão porque este é o único lar que lhes resta."
Hyseni estava entre as mais de 100 pessoas que entraram numa fila nesta sexta-feira na sede regional da Organização das Nações Unidas (ONU) para se registrar em um programa sob o qual um pequeno grupo de albaneses étnicos terá permissão para retornar a suas casas na semana que vem em três edifícios ao norte do rio Ibar, área controlada pelos sérvios.
Ainda nesta sexta-feira, apesar de acreditar que a situação nesta cidade dividida estava sob controle, ninguém nos quartéis da Otan duvidava da existência de resistentes focos de tensão e poderia pedir novamente um urgente redeslocamento de tropas.
"Mitrovica é um ponto de tensão potencial; ele explodiu, mas nós conseguimos acabar com os distúrbios rápida e decisivamente", disse Lorde Robertson, o secretário-geral da Otan, depois de uma reunião do Conselho do Atlântico Norte sobre o assunto.

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