Curitiba- As duas galerias destruídas pelos presos no minipresídio de Cascavel conhecido como cadeião devem levar ainda pelo menos três dias para serem reformadas. As alas foram danificadas durante uma rebelião na madrugada de segunda-feira. Os 352 presos quebraram as grades das celas e atearam fogo em diversos colchões. A ação começou depois que um guarda externo notou um movimento anormal no porta do cadeião. O guarda de plantão descobriu, então, que um túnel que dava para a área externa estava sendo cavado. A rebelião acabou com cinco presos feridos.
Segundo o policial que cuida da carceragem do cadeião, Rubens Pereira da Silva, quando o policial de plantão chamou reforço os presos colocaram colchões na entrada das galerias e atearam fogo para que a polícia não entrasse.
A rebelião acabou quando o juiz da Vara de Execuções Penais do município, Paulo Damas, recebeu a lista de reivindicações dos detentos. Os presos querem melhoria no alimentação, transferências e a revisão de processos.
O delegado responsável pelo minipresídio, Luiz Gilmar da Silva, diz que a superlotação é a principal causa dos problemas no cadeião. O local tem capacidade máxima para 140 detentos. ''Aqui nunca é possível ter controle absoluto'', afirmou.
Essa foi a terceira rebelião no cadeião desde o ano passado. Em agosto de 2003, um preso morreu e 12 ficaram feridos. Uma das soluções para o problema seria a Casa de Custódia, cuja construção foi anunciada pelo governo estadual. O novo presídio vai ter capacidade para 900 presos.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça, o presído deve estar pronto no primeiro semestre do ano que vem.

mockup