Alarme falso mobiliza Esquadrão Antibombas
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Cambé O descarte de um toca-CD no pátio da delegacia causou muito transtorno ontem em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). O objeto, todo embrulhado e aparentando ser um capacete, foi jogado por um homem no local por volta das 23h30 de quarta-feira. Seguindo protocolo internacional, o policial de plantão isolou a área e acionou o Esquadrão Antibombas, de Curitiba.
Além da delegacia o prédio comporta também a cadeia. Logo atrás fica a sede da Polícia Militar (PM). O receio é de que a suposta bomba fosse uma represália contra a PM, já que pouco antes três rapazes, que teriam assaltado uma casa em Bela Vista do Paraíso, morreram em uma suposta troca de tiros com policiais militares, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé.
De acordo com o porta-voz do 5º Batalhão da PM em Londrina, capitão Nelson Villa, a PM aguarda a identificação dos corpos para saber se algum deles já tinha passagens anteriores.
Os dois especialistas do Esquadrão Antibombas chegaram por volta das 9 horas, pois precisaram se deslocar de carro, uma vez que o helicóptero estava fazendo o transporte de um órgão de Cascavel (Oeste) para transplante em um paciente da capital. Depois da análise, os policiais identificaram que o objeto tratava-se de um toca-CD, embrulhado em tiras de isopor.
"Com o Raio-X pudemos ver que não havia nada além do aparelho. A interdição da área foi correta, é um protocolo internacional e a delegacia é um estabelecimento de segurança", afirmou o soldado Nilton Junior, do Esquadrão Antibombas.
O aparelho foi entregue ao delegado da Polícia Civil, Jorge Barbosa. Segundo ele, o equipamento de som havia sido retirado do carro de uma vítima de homicídio, que estava guardado no pátio da delegacia.
"Quando fomos entregar o veículo para a família ontem (quarta-feira) perceberam que o aparelho de som havia sido trocado. Foi instaurado um inquérito para apurar as responsabilidades. Agora será feita a perícia no aparelho e no material usado para embalá-lo para tentarmos identificar o responsável", apontou. O delegado não descartou possível envolvimento de funcionários da delegacia.


