Os policiais civis e militares de Alagoas decidem em assembléia hoje se entram ou não em greve por melhores salários. As categorias reivindicam piso salarial unificado de R$ 1.200. Hoje, o menor salário na PM é de aproximadamente R$ 380, e na Polícia Civil, R$ 600.
Se não houver acordo com o governo, os policiais vão votar propostas de aquartelamento para os PMs e de paralisação das atividades na Civil, nos moldes do que vem acontecendo na Bahia e em Pernambuco. ‘‘Sem aumento, a greve será inevitável’’, disse o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Wagner Simas Filho.
Entidades representativas dos policiais militares e civis do Rio Grande do Sul também têm reunião hoje para encaminhar reivindicações salariais ao governo do Estado.
Em Pernambuco, os policiais civis entram hoje no 15º dia de greve, sem perspectiva de solução.
Na próxima semana as associações das polícias de São Paulo vão distribuir cartazes com frases como ‘‘6% de aumento para a polícia. Primeiro tiraram a luz. Agora tiraram a proteção’’ ou ‘‘6% de aumento para a polícia. Nunca o governo pensou tanto na classe. Dos bandidos’’. As 41 entidades das polícias fazem assembléia hoje e podem decidir por uma operação-padrão.
Os PMs e bombeiros de Brasília farão ato público quinta-feira. Eles querem, entre outras reivindicações, aumento de 90%. Atualmente, um PM de Brasília ganha, com gratificações e auxílio alimentação, R$ 1.359. Querem ganhar R$ 2.575,95. (Agência Folha)
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