Alagamentos e morte em Recife
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quinta-feira, 17 de junho de 2004
Angela Lacerda <br>Agência Estado 
Recife - A chuva forte, desde o início da semana, provocou alagamentos, deslizamentos, interdição de rodovia e uma morte ontem na região metropolitana do Recife. Seis pessoas ficaram feridas e há mais de 200 desabrigados. Um deslizamento de terra pela manhã destruiu uma casa e matou o ambulante José Alexandre da Silva, de 58 anos, que ainda dormia, no bairro Nova Descoberta, zona norte do Recife.
De acordo com o Instituto de Meteorologia, choveu 113,2 milímetros no Recife de anteontem até ontem pela manhã. O acumulado do mês na capital era de 314,3 milímetros. A média pluviométrica de junho é de 390 milímetros. A previsão é de mais chuva, nos próximos dois dias, com menor intensidade.
Os bombeiros encontraram o corpo após três horas de buscas. Silva morava sozinho. Foi a primeira morte provocada pela chuva na região este ano. Na casa vizinha ao ambulante, parcialmente atingida pela barreira, duas pessoas ficaram feridas e foram atendidas no Hospital da Restauração. Ali foram atendidos pelo menos mais quatro pessoas: duas atingidas por deslizamento de barreira em Olinda e outras duas, pelo mesmo problema, em Paulista.
Em Olinda, moradores de bairros como Aguazinha, Cajueiro e Peixinhos ficaram ilhados por causa do transbordamento de canais e do Rio Beberibe, que subiu muito. Até o final da tarde, 223 pessoas estavam desabrigadas e foram recebidas em escolas públicas do município. O Corpo de Bombeiros registrou 243 ocorrências no município.
São Paulo - A previsão é animadora para quem planeja viajar de avião de amanhã para sábado, especialmente saindo da cidade de São Paulo. Segundo o meteorologista Silvio de Oliveira, consultor em ambiente e clima em São Paulo, os nevoeiros que desde terça-feira provocam atrasos nos aeroportos paulistas perdem a força a partir de amanhã, mas em seu lugar fica uma grande concentração de poluentes.
O fenômeno acontece devido à ação de um sistema de alta pressão sobre o Sudeste e parte do Centro-Oeste. Conforme Oliveira, o encontro dessa massa de ar frio com o calor proveniente da terra provoca a formação de nevoeiros tanto mais densos quanto mais frio estiver o ar da massa, como na madrugada de terça-feira, quando ela começava a entrar no Sudeste.


