Alagamento interdita creche
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Lucio Flávio Cruz <br>Reportagem Local 
Londrina - As fortes chuvas dos últimos dias e as condições inadequadas de infraestrutura deixaram ontem 154 crianças de 1 a 5 anos do Centro de Educação Infantil Nissia Rocha Cabral, no Conjunto Cafezal I (Zona Sul de Londrina), sem atendimento por conta de alagamentos em vários cômodos do imóvel. A reforma e ampliação da creche foram entregues em abril.
O problema ocorreu porque a calha não suportou a vazão da água. Houve perda total de documentos da entidade e dos alunos, material pedagógico, computadores, televisão, impressora e fax. ''Infelizmente o trabalho na colocação do telhado e da calha foi malfeito e na primeira chuva forte perdemos tudo. Isso não podia acontecer em uma obra nova. É dinheiro nosso jogado fora'', criticou a diretora do CEI, Welli Terezinha Abramovicht.
''Fizemos uma promoção vendendo pães e arrecadamos R$ 300. Com este dinheiro compramos livros novos, que era um pedido dos professores. Tudo se perdeu junto com a água que invadiu o prédio. É muito triste.''
Os funcionários e colaboradores passaram o dia todo ontem limpando o prédio e retirando a água que tomou conta das salas, onde a maior parte das paredes está embolorada e com infiltrações.
Como a água atingiu as instalações elétricas, o prédio foi interditado pela Defesa Civil e pela Secretaria Municipal de Obras. ''Não podemos ligar uma lâmpada, um aparelho elétrico, já que pode acontecer um curto-circuito. Não tínhamos como continuar atendendo as crianças'', lamentou Welli. Ainda não há previsão para retomada das atividades.
As maiores prejudicadas são as mães que não têm onde deixar as crianças nesse período. É o caso da secretária Silvana da Silva Venâncio, de 32 anos, moradora do Jardim Tarobá (Zona Sul), que não sabe o que fazer com o filho de 3 anos. ''Dói saber que ninguém fiscalizou a obra e deixou chegar nesta situação. É um direito meu e também do meu filho ter onde ficar para eu trabalhar'', declarou.
A Secretaria de Educação informou que como a obra ainda está dentro do prazo de garantia a responsabilidade em consertar o telhado é da Construtora Masconi. Um dos sócios da empresa, Alberto Tenani alegou que o problema foi provocado por ventos fortes e que o reparo das telhas quebradas e da calha já foi feito. Para hoje, está prevista a realização de um teste na parte elétrica. ''Com isso o problema estará resolvido e da nossa parte o prédio pode voltar a ser usado pelas crianças'', garantiu.


