A rebelião que durou 48 horas e destruiu vários setores da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) completou um ano, na semana passada. De acordo com o Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), não houve interdição de celas, mas a ala industrial, considerada o coração do projeto e modelo em ressocialização, ainda não foi reativada. Durante o motim, os presos usaram produtos químicos e incendiaram todo o setor.
O Depen informou que procura empresas parceiras interessadas em operar a ala industrial e que se proponham a recuperar os danos causados pelo fogo. O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) ressaltou a importância da ala industrial para a retomada da unidade como modelo para o Estado.
O Depen não soube informar o prejuízo na unidade. "Não é possível precisar o prejuízo total na unidade, pois foram realizadas diversas obras de melhorias na área de segurança, não somente de recuperação do que foi destruído, mas também novos investimentos, como a instalação de câmeras de monitoramento e grades em pátios", informou a nota.
Ainda de acordo com a nota, serviços referentes ao tratamento penal do preso, como a recuperação do setor médico e odontológico, educacional, galerias, entre outros, já foram totalmente recuperados e estão em pleno funcionamento. (C.F.)

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