AL enfrenta obstáculos para chegar a US$ 8,3 bilhões em comércio eletrônico em 2005
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2000
Por Regina Cardeal 
São Paulo, 17 (AE) - A América Latina vai movimentar US$ 8,3 bilhões em comércio eletrônico em 2005, segundo o analista Lucas Graves, da Jupiter Communications, que promove esta semana, em Miami, um fórum sobre e-commerce na região.
Graves prevê um rápido crescimento nos usuários de Internet puxado por Brasil, Argentina e México, países que deverão responder por 80% do comércio eletrônico na região.
Segundo o analista, o número de pessoas conectadas à rede na América Latina vai dar um salto, dos 10,6 milhões de usuários estimados no ano passado, para 66,6 milhões em 2005.
Ele alerta, no entanto, que as empresas que quiserem tirar vantagem do "boom" do comércio eletrônico na América Latina terão vários obstáculos pela frente.
Entre os obstáculos, Graves cita o uso ainda restrito de cartão de crédito, assim como de PCs e a infra-estrututura deficiente na área de telecomunicações.
Paradoxalmente, a barreira do baixo uso do cartão de crédito abre oportunidades para os bancos facilitarem o comércio via Internet, lembra o analista, acrescentando que esta tendência já está se consolidando na região.
Da mesma forma, a baixa penetração dos micros favorece o uso de aparelhos alternativos para o acesso à Internet, o que deverá levar ao aumento de parcerias nos negócios on-line.
Apesar das dificuldades para as empresas que quiserem atuar no comércio eletrônico na América Latina, as perspectivas no setor para os países da região são otimistas.
De acordo as projeções da Jupiter, o total de gastos on-line no Brasil vai subir dos US$ 121 milhões em 1999 para US$ 4,256 bilhões em 2005.
No México, o consumo online deve subir de US$ 25 milhões no ano passado para US$ 1,542 bilhão em 2005. Na Argentina, a expectativa é que o montante suba de US$ 15 milhões para US$ 1.094 bilhão.
Entre suas sugestões às empresas on-line, Graves alerta que a estratégia de entrar primeiro no mercado, por exemplo, não será suficiente para garantir o sucesso no promissor mercado latino-americano.
As muitas companhias de Estados Unidos, Europa e América Latina que vão disputar o mercado, segundo o analista, terão de aplicar soluções inovadoras para superar as barreiras e evitar o erro comum de tentar "replicar todos os modelos de negócios projetados nos Estados Unidos nos últimos cinco anos".


