Rio, 2 (AE) - O economista-chefe do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), Ricardo Hausmann, disse hoje que a América Latina (AL) crescerá entre 3,5% a 4%, em 2000. Hausmann, que participou de seminário sobre os 40 anos da instituição, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirmou que a região precisa aumentar suas exportações.
"A AL ainda não tem muito claro o que precisa fazer para isso", admitiu. "Mas o aumento das exportações passa por desregular a economia interna e melhorar o ambiente de negócios", aconselhou Hausmann. Ele lembrou que os problemas macroeconômicos ainda não estão resolvidos na região. "Temos de pensar no lado social, mas não podemos deixar de lado as questões macroeconômicas", defendeu o economista do BID.
Segundo ele, havia a percepção de que os grandes problemas econômicos já tinham sido resolvidos na região - mas a crise mexicana, em 1997, mostrou que essa análise estava errada. A AL cresceu 5% em 1997, mas sofreu com a recessão, por conta das crises externas, em 1998 e nesse ano, segundo Hausmann. Em 1994, também havia a sensação de que os problemas estavam resolvidos, lembrou o economista, mas essa impressão foi dissipada pela crise no México.
Em 1999, de acordo Hasmann, é provável que o Produto Interno Bruto da AL não cresça, ou desenvolva, no máximo, 5%. "Há um grande consenso de que estamos saindo do processo de recessão e estamos em processo de recuperação", afirmou Hausmann.

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