São Paulo, 25 (AE) - O projeto de reestruturação administrativa da Câmara Municipal, com o qual o vereador Devanir Ribeiro (PT) pretende reduzir as despesas do Legislativo
prevê a criação de cargos para as lideranças partidárias. Inicialmente, serão criados 12 cargos com salários que variam entre R$ 1 mil e R$ 4 mil.
O número de cargos será proporcional ao número de vereadores que representam o partido na Câmara. O PPB, que tem 16 vereadores, terá direito a mais quatro funcionários além do chefe de gabinete já existente.
Ribeiro explicou que, mesmo com a criação de 12 cargos de liderança, a redução das despesas está garantida. Isso porque serão extintos sete cargos de chefe de gabinete, cujos salários são bem mais elevados.
O projeto de resolução, publicado hoje no Diário Oficial do Município, prevê a extinção dos cargos de liderança para os partidos com menos de cinco vereadores. Esse é o caso do PC do B
PDT, Prona, PSB, PMDB, PFL e PL.
O autor do projeto explicou, ainda, que a proposta extingue mais de 60 cargos da presidência da Câmara. A economia prevista, diz Ribeiro, será de R$ 30 milhões. Mesmo com a criação da estrutura das lideranças, a economia estimada ficará em R$ 20 milhões ao ano.
Mais cortes - Outro projeto de resolução proposto por Ribeiro prevê a redução de 30% da verba de gratificação para cada um dos 55 gabinetes de vereadores. A redução estimada é de cerca R$ 1,6 milhão mensais, fora os encargos.
Os governistas, liderados pelo vereador Bruno Feder (PTB), apresentaram uma proposta de redução de custos poucos dias depois de o jornal "O Estado de S.Paulo" publicar o caderno especial Câmara Municipal S.A.. O projeto previa desde a extinção da frota de carros oficiais até o fim da barbearia e do lanche dos vereadores. O projeto foi anunciado há mais de 60 dias. As medidas, porém, nem sequer começaram a ser discutidas.

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