Assunção, 14 (AE) - A coordenação macroeconômica dos países membros do Mercosul terá como preocupação o fortalecimento do ajuste fiscal e da política cambial dos países membros. Esse enfoque está expresso no comunicado do Conselho do Mercado Comum que será divulgado oficialmente amanhã. Ele estabelece a criação de um grupo de trabalho para a coordenação macroeconômica que terá como tarefa "analisar as políticas econômicas dos países membros do Mercosul com ênfase na questão da sustentabilidade intertemporal das contas públicas e externas das economias dos países membros". O comunicado foi aprovado na reunião de hoje dos ministros de Economia e dos presidentes de Bancos Centrais e será assinado e divulgado oficialmente amanhã, após a reunião dos presidentes dos quatro países membros do Mercosul - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Embore dê encaminhamento à discussão de políticas macroeconômicas, o comunicado não estabelece nenhum cronograma de trabalho ou prazos para conclusão dos estudos. Estabelece, apenas, que na próxima reunião do Conselho do Mercado Comum - que deve ocorrer no segundo semestre - seja feita uma exposição sobre o andamento dos trabalhos.
Para iniciar a coordenação das políticas econômicas será formado um grupo de trabalho para que "no longo prazo e de forma gradual se alcance a convergência das políticas internas". O documento também revela a preocupação de que as políticas macroeconômicas assegurem condições adequadas de competitividade entre os países membros e frente a terceiros países. O grupo de trabalho - que será formado por secretários de Estado ou diretores de banco central - também terá a tarefa de harmonizar os dados estatísticos macroeconômicos e financeiros, com base nos estudos que já vinham sendo feitos pelo subgrupo de trabalho nº 4, que trata de assuntos financeiros. Para esta parte do trabalho, serão estudados os critérios metodológicos utilizados na medição dos indicadores financeiros de cada um dos países.

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