Curitiba - Depois de um ano do lançamento do programa do governo federal ''De Volta para Casa'', apenas 46 pacientes com distúrbios mentais internados há mais de dois anos no Paraná (12,5% do total) receberam a bolsa-auxílio para deixar os hospitais psiquiátricos. Com a ajuda de R$ 240 por mês do Ministério da Saúde e mais acompanhamento terapêutico, eles devem se reinserir na sociedade.
Ontem, seis pacientes do hospital público Adauto Botelho, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, receberam o benefício. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, já são 65 pacientes cadastrados. Os 19 que não estão recebendo apresentam problemas de documentação.
Segundo a coordenadora do setor de Saúde Mental da secretaria, Cleuse Brandão Barleta, tirando os 46 que já recebem o auxílio, o Paraná possui hoje 320 pacientes asilares (internados há mais de dois anos). Os pacientes que recebem essa bolsa ou são encaminhados de volta para as suas casas ou vão para as residências terapêuticas (casas que abrigam pacientes que não têm para onde ir). Elas são mantidas pela Secretaria Estadual de Saúde. No Paraná existem cinco residências com 58 pacientes.
Todos os pacientes que saem dos hospitais, seja para a casa da família, ou para residência terapêutica, continuam a ser atendidos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). ''Eles não ficam desamparados. Alguns pacientes passam o dia no Caps e voltam para a casa só a noite'', explica Cleuse. Quando os pacientes vão para a casa das famílias é feito um trabalho para inseri-los primeiro na família.

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