O Ministério da Integração Nacional confirmou ontem o envio de ajuda humanitária às vítimas paranaenses das chuvas e vendavais na última semana. A previsão é que os itens cheguem nas cidades de Curitiba e Maringá a partir de segunda-feira, de onde serão distribuídos para as cidades mais afetadas no Sul e Noroeste. Na quarta-feira, dia 22, os materiais também devem chegar a Francisco Beltrão (Sudoeste), município que sofreu transtornos, principalmente, na zona rural por causa da passagem de um tornado. Após análise das imagens dos estragos provocados no município, o Simepar estima que os ventos chegaram até 200 km/h.
Ao todo, 1.828 kits de higiene pessoal, como toalha, sabonete e creme dental, 1.828 kits limpeza, entre eles rodo, vassoura e sabão, além de 1.883 cestas de alimentos, 950 kits dormitório e 950 colchões serão enviados ao Estado, totalizando investimento de R$ 870 mil, segundo informações do governo federal. A Defesa Civil informou que houve uma retificação do decreto estadual que identificou 27 municípios em situação de emergência no Estado. Querência do Norte (Noroeste) foi incluído na relação, ampliando a lista para 28 municípios que precisão de ajuda emergencial por causa das chuvas.
Na última quinta-feira, o governo paranaense divulgou que R$ 3 milhões serão destinados para reconstrução e atendimento das áreas atingidas. Além disso, solicitou ao governo federal o repasse de R$ 1,6 milhão, por meio da oficialização do decreto dos 28 municípios afetados. A assessoria de imprensa do Ministério da Integração Nacional esclareceu que a ajuda humanitária independe do decreto de situação de emergência e de recursos destinados às áreas atingidas.

APUCARANA

O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PT), também decretou estado de emergência por causa das chuvas dos últimos dias. No entanto, a informação não foi confirmada pela Defesa Civil, que ainda aguarda o preenchimento dos formulários necessários. O município identificou apenas sete pessoas afetadas com as chuvas, conforme o último boletim enviado ao órgão estadual. Procurado pela FOLHA, o coordenador da Defesa Civil de Apucarana, tenente Ednei Francisco da Silva, respondeu que os dados serão atualizados na segunda-feira e que a homologação da situação é importante para justificar obras no município, caso as intervenções sejam necessárias. "A intenção não é obter recursos federais, mas precisamos informar sobre os atendimentos realizados pela Defesa Civil, secretarias de Obras, Ambiente e Corpo de Bombeiros."

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