Muito antes da seca de inverno se instalar, a administração do Parque Estadual do Morro do Diabo, no Pontal do Paranapanema (SP) já se prepara para a temporada de queimadas, cujo início geralmente é em junho. O trabalho mais importante é refazer os aceiros - trechos de solo nu entre a floresta do parque e as fazendas circunvizinhas - que evitam a propagação do fogo para dentro da unidade de conservação. Sem recursos e trator adequado para refazer estes aceiros, o Instituto Florestal, responsável pelo parque, e os pesquisadores da entidade ambientalista Ipê, que estudam e apóiam a unidade de conservação, pediram ajuda ao Movimento dos Sem-Terra (MST), com o qual tem uma parceria em programas de educação ambiental.
O MST cedeu as máquinas pesadas e está executando os aceiros nos limites ao norte do parque e ao longo da estrada SP-613, que corta a unidade de conservação. Cerca de 100 quilômetros de aceiros já foram executados, aproveitando a boa condição de umidade do solo. ‘‘Se deixássemos para mais tarde, não conseguiriamos passar a grade e limpar tão bem os limites’’, explica Laury Cullen Júnior, do Ipê.

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