Ajuda a Minas tenta evitar descrédito internacional, diz Parente
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 10 (AE) - O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, disse hoje que ao editar uma medida provisória autorizando a União a honrar títulos no exterior emitidos por Estados brasileiros, e com isso pagar os eurobônus emitidos por Minas Gerais que venciam hoje, o governo federal tentou evitar novo golpe em sua credibilidade internacional. "Na situação que nós vivemos não é nem um pouco adequado que nós corrêssemos o risco de inadimplência de um Estado", afirmou Parente, para quem essa inadimplência poderia ser facilmente entendida como da União.
O secretário-executivo adiantou, contudo, que o governo federal buscará "todos os meios e formas" para recuperar o dinheiro liberado pela União para pagar os títulos mineiros. "Não é uma boa ação, apenas se trata de evitar um mal maior para o País", afirmou. Segundo Parente, o governo federal é agora "credor do governo de Minas e vai buscar o pagamento desses recursos". Ele frisou que não interessa ao governo mineiro "ficar com essa pendência" e manifestou a convicção de que o problema será resolvido.
Na noite de terça-feira, depois do aviso do governador Itamar Franco de que não pagaria a parcela de R$ 108 milhões, o presidente Fernando Henrique Cardoso assinou duas Medidas Provisórias para resolver o problema. Uma delas autoriza a União a honrar os títulos dos Estados no exterior e a outra autoriza liberação de R$ 300 milhões para o governo mineiro, suficientes para cobrir a parcela deste mês e a que vencerá em agosto próximo. Pedro Parente informou que o governo de Minas Gerais autorizou o governo federal a sacar dinheiro de sua conta de provisão para o pagamento dos eurobônus. Com isso, explicou, o governo federal arcou com "mais ou menos metade" do valor dos eurobônus, de R$ 108 milhões, informou.


