Washington, EUA- O Airbus-A320 da TAM que sofreu um acidente na última terça, em São Paulo, bateu no prédio da TAM Express a 175 km/h para em seguida explodir. Essa informação faz parte dos primeiros dados retirados da caixa-preta pela NTSB (National Transportation Safety Board), em Washington, EUA.
A informação foi repassada a repórteres pelos deputados Marco Maia (PT-RS) e Efraim Filho (DEM-PB), que acompanham os trabalhos da NTSB. Diferentemente de anteontem, os parlamentares evitaram comentar o significado desse dado perante a investigação --se ele indicaria que o piloto tentou frear a aeronave em vez de arremeter, por exemplo.
De acordo com os deputados, no momento em que tocou a pista o avião estava entre 240 km/h e 222 km/h. Na hora em que bateu no prédio da TAM Express, estava a 175 km/h. O choque causou um incêndio de grandes proporções. Cerca de 200 pessoas morreram.
Ontem pela manhã, Efraim chegou a afirmar por telefone a algumas rádios e sites brasileiros que as primeiras análises da caixa-preta mostravam que o piloto do Airbus não tinha tentado arremeter. Entretanto, posteriormente, ele recuou.
Tanto a caixa-preta que grava as conversas no interior da cabine da aeronave quanto a que contém dados do vôo --como altitude e duração-- estavam em perfeitas condições. Finda a fase de extração das informações --não todas, mas as que interessam--, os técnicos da NTSB passarão à padronização e à sincronização dos dados dos dois equipamentos. No Brasil, deve ser montada, a partir dessas informações, a reconstituição do acidente.

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