Ainda há um brasileiro entre funcionários da ONU no Timor Leste
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
Por Cláudia Dianni 
Brasília, 10 (AE) - Ainda há um brasileiro entre os funcionários que permanecem na Missão da ONU no Timor Leste. O major Rossini de Oliveira Wanderley, oficial do Exército, ficou com os cerca de 40 funcionários que resolveram não sair de Dili nesta sexta-feira (10), quando a maioria dos 200 membros da missão foi retirada.
Mais tarde, porém, o chefe da missão em Dili solicitou ao comando das Nações Unidas que a base da Unamet fosse totalmente retirada, por falta de segurança. O pedido teria sido feito depois que milicianos, que cercavam a Unimet, invadiram o local e dispararam tiros, enquanto a sede estava sendo evacuada.
Vários refugiados teriam fugido para as montanhas. Antes da invasão, alguns refugiados doentes, que passaram por uma triagem
foram para o aeroporto com as funcionários da ONU que estavam deixando a Unamet.
Ainda não há resposta para o pedido feito pelo Brasil, para que haja uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para avaliar a crise em Timor. De acordo com o Itamaraty, essa decisão só deverá ser tomada depois da reunião dos cinco embaixadores do Conselho de Segurança, em Jacarta, que deve terminar amanhã.
O governo brasileiro também não deverá dar nenhuma resposta à Austrália, que propôs ao Brasil compor uma força multinacional para atuar em Timor, antes da resposta da ONU sobre o pedido do Brasil. Segundo o Itamaraty, porém, o Brasil não tem tradição de participar da composição de tropas fora do âmbito da ONU. Isso aconteceu apenas uma vez, quando tropas do exército brasileiro reforçaram as tropas norte-americanas na Republica Dominicana, em 1965.
Hoje, cerca de 100 pessoas do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, do Sindicato dos Bancários, do PT e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) fizeram um protesto na frente da embaixada da Indonésia, em Brasília, contra a violência em Timor.


