DATE, Japão, 03 (AE-AP) - Dos quase 16 mil moradores da região em torno do Monte Usu, apenas uns 2.200 foram autorizados hoje (03) a voltar para suas casas. Os demais permanecem em abrigos, à espera de que a zona de 2.500 hectares em que vivem, próxima à costa da ilha de Hokkaido (norte do Japão), seja considerada fora de risco.
Mas, segundo o professor Hiromu Okada, da universidade local, não está afastada a possibilidade de uma nova explosão de lava ou um deslizamento piroclástico a emissão de uma fatal mistura de gases e pedras escorregando pelas encostas e incinerando tudo à sua passagem.
Entre os privilegiados que retornaram hoje, o casal Shigeharu e Yaeko Kikuchi descobriu que sua propriedade sofre danos mínimos: alguns tijolos caíram da chaminé, sua Toyota branca ficou coberta de cinzas e, no interior da casa, um vaso despencou do altar de Buda.
Já seus antigos companheiros que permaneceram no abrigo comunitário começam a perder a paciência e reclamar da sorte, principalmente porque seu tempo de espera continua imprevisível.
A falta de espaço de que muitos se queixam é enfrentada pela professora Megumi Yamada de outra forma: a de inventar bricadeiras com as crianças. No mesmo alojamento, as mulheres ergueram varais para pendurar roupa em torno da quadra de basquete. Em Date, a prefeitura montou um pequeno abrigo para animais de estimação.
Além de crianças, animais e luta por espaço, os homens de negócios da região litorânea têm outra preocupação: a de como vão conseguir manter seus negócios turísticos (pequenos hotéis lojinhas de souvenirs) e pagar seus empregados no final do mês.

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