As mulheres são maioria no Paraná, em quantidade, mas ainda são minoria no mercado de trabalho. E bem poucas conseguem conquistar o ‘status’ de chefe de família. Dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios de 1999 demonstram que 74% dos chefes de família brasileiros são homens e 26% mulheres. A Região Sul é a que tem as maiores diferenças. O homem é chefe de família em 77,6% das residências pesquisadas. Enquanto no Norte, as mulheres são chefes de família em 29,5% dos casos.
As mulheres também têm maiores dificuldades de estudo. Em todo o Brasil, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais é de 13,3%. No Sul, o índice é menor: 7,8%. Mas são as mulheres as principais responsáveis pela alta taxa de analfabetismo. O índice é de 7,1% entre os homens e 8,4% entre as mulheres.
A taxa de desocupação de pessoas com idades entre 15 e 65 anos é de 9,9% no Brasil. No Sul, é de 8,1%. As mulheres somam 10% na taxa de desocupação, enquanto os homens 6,7%. ‘‘O levantamento tem mostrado que o perfil da mulher paranaense tem mudado. Mas não temos dados concretos ainda para exemplificar isto’’, afirmou Sinval Dias dos Santos, chefe da Divisão de Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Paraná, lembrando que os dados do censo 2000 sobre condições sócio-econômicas e escolaridade só serão divulgados no final do ano.
O resultado preliminar do censo 2000, divulgado no final do ano passado, mostra que as mulheres somam 50,46% da população paranaense. O Paraná tem 9,5 milhões de habitantes. Deste total, 4,8 milhões são mulheres. O último censo demográfico do IBGE foi divulgado no ano de 1991. No censo, ficou demonstrado que as mulheres ocupam mais as áreas urbanas. Na zona rural, os homens são a maioria.
A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostrou que a população economicamente ativa em Curitiba é de 1,2 mil pessoas. A taxa de desemprego tem sido maior entre as mulheres. Em abril de 1999, o índice de desemprego entre homens era de 8,88%, enquanto entre mulheres 10,43%. A diferença caiu em relação a janeiro do ano passado, quando a taxa de desemprego era de 6,05% entre homens e 6,41% entre mulheres. Em janeiro deste ano, o fenômeno se inverteu. A taxa de desemprego entre mulheres caiu para 5,23% e para homens, 5,37%.

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