Aifu já interditou cinco estabelecimentos comerciais
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sábado, 09 de fevereiro de 2013
Lucio Flávio Cruz 
Londrina Cinco estabelecimentos comerciais, de um total de 17 vistoriados, foram interditados nos últimos dias em Londrina pela Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu). Um deles foi liberado para reabrir ontem. Uma nova fiscalização será realizada na noite de hoje.
O encontro aconteceu no gabinete do prefeito Alexandre Kireeff e reuniu secretários municipais, a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, representantes da Polícia Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-Londrina).
"A reunião foi extremamente proveitosa e serviu para integrar todos os segmentos que estão participando da ação", explicou Arnaldo Falanca, presidente da Abrasel-Londrina. "Os empresários sabem da responsabilidade que têm e sabem que precisam se profissionalizar e se enquadrarem na lei para a segurança dos seus próprios clientes."
Apesar da reclamação de alguns comerciantes que entendem que muitas das vistorias poderiam ser realizadas durante o dia e sem "tantos holofotes", as autoridades de segurança garantem que as ações vão continuar. "A fiscalização vai continuar da mesma forma", garantiu o capitão Rodrigo Nakamura, do Corpo de Bombeiros. "Nosso objetivo é dar segurança para a comunidade e os empresários precisam entender que é necessário cumprir a lei", destacou o comandante do 5º Batalhão da Policial Militar, Samir Elias Geha.
A Aifu interditou na noite de quinta-feira um estabelecimento na Rua Humaitá, no Centro, em virtude de uma série de irregularidades, de acordo com a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin. A Secretaria Municipal de Fazenda constatou que o estabelecimento possuía alvará apenas para funcionamento como bar e restaurante. No local aconteciam shows musicais diariamente.
"O bar apresentou dois alvarás. Um de 2010, que restringia a execução de música, e outro, de 2007, que permitia som até às 23 horas, de um endereço antigo", frisou a promotora. A Vigilância Sanitária interditou a cozinha do restaurante ao encontrar alimentos com prazo de validade vencidos.
O Corpo de Bombeiros também detectou irregularidades. "Havia produtos inflamáveis, como papel e madeira, próximo a fiação elétrica exposta. Solicitamos que se faça uma nova instalação retirando estes produtos e isolando a fiação", explicou o sargento Valmir Alexandre.
Outros três estabelecimentos foram notificados e advertidos por usarem música ao vivo sem autorização.
Outro bar, na JK, foi advertido por irregularidades no alvará. O comércio tem licença para a venda de bebidas, mas não pode funcionar após as 18 horas.
Reaberto
O Bar Escritório teve liberação para reabrir na noite de ontem uma semana após ser interditado depois da fiscalização da Aifu. O local foi impedido de funcionar por desvio de finalidade do alvará. O estabelecimento cobrava ingresso dos clientes, o que o caracterizava como casa de shows.
"Para me adequar ao meu alvará foi bem simples. A partir de agora eu cobro couvert artístico e não ingresso. Isso também foi melhor para mim porque dessa forma deixo de pagar Imposto Sobre Serviços (ISS)", explicou o sócio-proprietário da casa, Rafael Ermelin.
Durante a fiscalização, o Escritório foi notificado pelo Corpo de Bombeiros pela falta do plano de segurança contra incêndio e pânico. De acordo com o empresário, o protocolo do projeto foi feito na segunda-feira, a nova vistoria aconteceu na quarta e a liberação do Corpo de Bombeiros aconteceu ontem.
O bar também havia sido notificado pela Vigilância Sanitária e, segundo Armelin, uma nova vistoria já foi solicitada, mas a casa foi liberada para funcionar mesmo sem o documento, já que não foi encontrado nada que pudesse trazer perigo aos clientes. (Com informações do Portal Bonde).


