Aifu aponta irregularidades em casas noturnas
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segunda-feira, 04 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina A Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), força-tarefa composta por diversos órgãos e criada para vistoriar as condições de bares e boates de Londrina após a tragédia que vitimou mais de 230 pessoas no interior do Rio Grande do Sul, revelou que poucos estabelecimentos estão em dia com questões documentais e licenciamentos. Dos 12 locais inspecionados no primeiro final de semana de atuação da Aifu, três foram interditados e sete notificados.
Entre os principais problemas estão inexistências de licença sanitária e até de alvará de funcionamento. Outros apontamentos relevantes: algumas casas noturnas não tinham certificação do Corpo de Bombeiros e nem projeto de prevenção de incêndio. O Juizado de Menores flagrou adolescentes em festas consumindo bebida alcoólica.
"A prefeitura tem deficiências. Faltam fiscais e ações de fiscalização em Londrina. Há necessidade de um controle mais rígido, restrição para funcionalidade de alguns bares depois das 24 horas e controle do número de pessoas dentro das boates. Regras precisam ser estabelecidas e cumpridas", observou a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin. Ela coordena a Aifu.
A promotoria tem um procedimento administrativo aberto desde outubro para verificar a lotação em casas noturnas da cidade. Outra recomendação administrativa tenta cassar o alvará de funcionamento de uma revenda de bebidas localizada na região central de Londrina. "Existe um abaixo assinado de moradores que reclamam de excesso de barulho e movimento até a madrugada. Esse estabelecimento é um polo gerador de poluição e não pode funcionar assim", salientou.
No primeiro final de semana de atuação da Aifu, duas pessoas foram detidas por desacato a autoridade. Dois veículos foram apreendidos, um carro roubado foi recuperado pela PM e aplicadas 105 multas de trânsito.
A Secretaria de Fazenda de Londrina, em levantamento prévio, revelou que das 38 casas noturnas da cidade, 40% têm pendências junto ao município. "Claro que o empresariado está aberto a resolver os problemas, é responsável e os casos têm solução. As adequações solicitadas visam proporcionar mais segurança aos consumidores", afirmou o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Similares (Abrasel) do Norte do Paraná, Arnaldo Falanca.
As fiscalizações da Aifu devem prosseguir até o mês de abril em Londrina.


