O Brasil deixará de ter um crescimento populacional de 0,3% devido à Aids em 2000, de acordo com a Usaid (Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA). A agência estima que o Brasil manterá esse descréscimo pelos próximos dez anos. Esses dados foram apresentados ontem durante o 13º Congresso Mundial de Aids, em Durban, na África do Sul.
O relatório informou ainda que a expectativa de vida dos portadores do HIV hoje no Brasil é de 62,9 anos. Em dez anos, a expectativa será de 66,3 anos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população no país era de 166.112.518 residentes em 1º de julho de 2000. Isso representa um crescimento de 1,32% em relação a 1º de julho de 1999, quando havia 163.947.554 residentes no país.
Para 1º de julho de 2010, o IBGE projeta 187.862.137 residentes no Brasil, o que significa um crescimento total de 13% em relação à projeção do instituto para 1º de julho de 2000.
O aumento da expectativa de vida demonstra uma visão otimista e positiva da situação do Brasil no futuro. ‘‘O pior impacto da Aids no Brasil já passou’’, disse Paulo Roberto Teixeira, coordenador do Programa Brasileiro de DST/Aids, do Ministério da Saúde.
Mesmo avaliando que a notícia seja positiva, Teixeira contestou os números da Usaid. ‘‘Esses dados são exagerados’’, disse. ‘‘O impacto avaliado é muito grande.’’
O impacto da Aids na África é muito maior do que os números brasileiros. Segundo a Usaid, a partir de 2003, Botswana, África do Sul e Zimbabwe terão um crescimento populacional negativo.

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