A epidemia de Aids provocará uma baixa da expectativa média de vida na África do Sul, de 57 para 50 anos, no começo da próxima década, embora com grandes diferenças entre as diversas raças, segundo dados do Instituto de Relações Raciais.
Segundo a última edição do estudo anual do instituto em março passado, relativo à África do Sul, a expectativa de vida média nesse país era de 57,1 anos entre 1996 e 2001.
O avanço da Aids provocará uma baixa de 12% dessa cifra no período 2011-2016, conforme um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas sobre o Futuro.
A maioria negra do país (77% da população em 1996) sofrerá a baixa mais pronunciada da expectativa de vida, que passará dos 54,8 anos atuais a 47,2 anos entre os próximos 10 a 15 anos.
Para a população mestiça, a baixa será fraca enquanto, entre os brancos e a população de origem indígena, a expectativa de vida vai continuar, pelo contrário, aumentando.
A expectativa de vida é atualmente de 59,6 anos para os mestiços, 70,2 para a população de origem indígena e 73,7 para os brancos.
Segundo cifras oficiais, 4,7 milhões de sul-africanos eram soropositivos no final de 2000, isto é, uma de cada nove pessoas.

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