Aids mata mais que guerra na áfrica
Lusaka, Zâmbia, 15 (AE-AP) - Os conflitos armados deixaram 200.000 mortos na áfrica no ano passado, mas a aids matou 2 milhões de africanos no mesmo período, informou hoje Carol Bellamy, diretora-executiva da Unicef (Fundo da ONU para as Crianças).
As estatísticas surgiram para apoiar uma advertência da Unicef aos governos africanos, que gastam mais em defesa do que em saúde e para reconhecer a aids como o verdadeiro "campo da morte" do continente. "A pandemia da aids é a mais terrível guerra não declarada do mundo", disse Bellamy.
Falando no terceiro dia da conferência de aids realizada em Lusaka, Bellamy disse que décadas de progressos para a sobrevivência de criança e desenvolvimento estavam sendo desperdiçadas no continente pela doença.
A ameaça foi agravada pela falta de compromisso de líderes políticos locais em lutar contra a doença, resultando em uma "conspiração silenciosa" para esconder a seriedade da crise", disse Bellamy.





