Washington- Dez agências da ONU exigiram ontem medidas urgentes para frear a propagação da Aids entre as mulheres na América Latina e no Caribe, fenômeno que registrou um aumento ''significativo'' nos dois últimos anos, informou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS).
As organizações pediram ''um maior esforço no âmbito tanto regional como nacional para enfrentar a epidemia'' entre as mulheres. O número de portadoras do HIV passou de 520.000 a 610.000 nessa região e de 190.000 a 210.000 no Caribe entre o final de 2002 e de 2004.
''De todos os adultos, a proporção de mulheres com HIV tem aumentado significativamente e agora representa 40% dos casos no Caribe e 35% na América Latina'', destacaram as organizações, baseando-se em um recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
''O crescimento da epidemia entre as mulheres jovens e as meninas gera especial preocupação'', acrescentaram, explicando que isso ocorre por falta de informação, porque elas não sabem bem as formas de transmissão do HIV.
''Desejamos promover e proteger os Direitos Humanos das mulheres e meninas e lutar contra o estigma e a discriminação'', disseram.
Além disso, querem que o assunto seja incluído no planejamento nacional do desenvolvimento, com mais apoio às mulheres soropositivas.
As organizações reivindicaram ainda a ''facilitação do acesso'' de homens e mulheres, de forma igualitária, à ''educação, alfabetização e a informação sobre a saúde sexual e reprodutiva''.
Além da OPS, as outras agências assinantes do apelo são: a ONUAids, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Unesco, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud), o Fundo de População da ONU (UNFPA), o Fundo da ONU para a Infância (Unicef), o Bureau da ONU contra a Droga e o Crime (ONUDD), o Banco Mundial (BM) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

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