Curitiba – Mais de 4 mil casos de queimaduras por águas-vivas foram registrados no litoral paranaense do início da Operação Verão, em 13 de dezembro, até ontem. O número é 755% maior do que o total de ocorrências em toda a Operação Verão 2012/2013, quando foram 487 ocorrências.
O número de acidentes com águas-vivas cresceu principalmente nos três primeiros dias de 2014. Entre quarta-feira e ontem, segundo o Corpo de Bombeiros, foram 2.333 casos confirmados. Os casos se concentram em Matinhos (1.706) e Pontal do Paraná (2.426).
Conforme Fernando Tracht, tenente e oficial de Comunicação Social dos Bombeiros, os guarda-vidas e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) estão monitorando a situação na orla e preparam um esquema de atendimento às vítimas destes acidentes. Na temporada de 2011/2012, quando mais de 20 mil casos foram registrados, um grupo técnico formado por Instituto Ambiental do Paraná (IAP) Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Sesa, Bombeiros e Universidade de São Paulo (USP), concluiu que o aparecimento de águas-vivas estava relacionado a fatores oceanográficos, como ventos e correntes marítimas.
Naquela época, alguns trechos de praias foram interditados e inclusive uma prova de maratona aquática que seria realizada em Guaratuba foi cancelada. Até ontem, as autoridades não cogitavam uma nova interdição.
"Até o Natal tivemos apenas casos isolados e na última semana a quantidade de acidentes aumentou. Entretanto, esperamos que os registros diminuam a partir dos próximos dias. Ainda estamos avaliando a situação, mas é provável que as águas-vivas tenham sido trazidas para o litoral paranaense por correntes marítimas, como ocorreu há dois anos", disse.
De acordo com os bombeiros, nenhum caso grave foi registrado. A queimadura acontece quando a pessoa tem contato com o veneno do animal, presente nos tentáculos, o que provoca ardência e dor intensa.

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