Em Praia Grande e em outras cidades vizinhas do Litoral Sul, como Mongaguá, Peruíbe e Itanhaém, muita gente fez as malas antes da hora, em função da falta d’água, que começou logo depois do Natal. Em Guarujá, o prefeito Maurici Mariano creditava a escassez ao elevado número de turistas. ‘‘Acredito que a situação começa a se regularizar, porque muitos dos 550 mil visitantes que vieram para a passagem do ano já estão indo embora’’, afirmou.
Embora muita gente tenha pegado a estrada antes da hora, a água ainda não havia retornado às torneiras da Praia de Pernambuco na manhã de ontem. As empresas que comercializam água em caminhões-pipas faturavam alto, atendendo os pedidos de quem podia pagar até R$ 400,00 por 10 mil litros.
Está cada vez mais difícil a vida do turista que vai passar férias nas praias de São Paulo, pois se não bastasse a falta d’água, há os eternos congestionamentos nas estradas. Mesmo depois das festas, o trânsito tornou-se caótico; é praticamente impossível falar pelo telefone celular; há filas nos supermercados, postos de gasolina, padarias e em qualquer lugar em muitos trechos de Guarujá e das outras praias.

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