Giovani Ferreira
De Curitiba
A redução no volume de água dos rios e aquíferos utilizados pela Sanepar já está prejudicando o abastecimento em algumas regiões do Estado. As situações mais críticas estão nos municípios de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, e em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com a falta de chuvas o nível do rio Cascavel baixou 35%. A Sanepar foi obrigada a colocar em operação um segundo manancial, do Rio Peroba.
Em Colombo, onde a única alternativa de fornecimento é o Aquífero Karst, se a estiagem persistir por mais 15 dias será necessário implantar o sistema de rodízio. O Rio Iguaçu, principal manancial de Curitiba, também apresentou queda de 26 centímetros no ponto de captação. Por causa disso, para não comprometer a produção de água tratada, na semana passada a Sanepar abriu as comportas da barragem de Piraquara. Hoje, 30% da água utilizada para abastecer a capital vem dessa barragem.
A Sanepar garante que já tomou as providências necessárias para sustentar o abastecimento em todo o Estado, mas pede a colaboração da população para que não desperdice água.
Na Represa do Capivari, em Campina Grande de Sul, utilizada pela Copel para a geração de energia, a redução do volume de água é visual.
Londrina Um incêndio consumiu ontem cerca de 50 mil metros cúbicos de cavaco (restos de madeira usados na queima de fornos) que estavam estocados numa área de 1,5 mil metros quadrados ao lado da Serraria Hill Lumber’s, que fica na PR-445, zona sul de Londrina. O fogo começou por volta das 5h30. Após meia-hora, as labaredas atingiram 15 metros de altura, rompendo fios de alta tensão da rede de energia elétrica da Copel e inutilizando três postes próximos ao local. Naquele momento, era praticamente impossível caminhar às margens da rodovia.
Mato Grosso Dezenas de cidades de Mato Grosso estão encobertas pela fumaça provocada pelas queimadas, segundo a Defesa Civil do Estado. Os focos de incêndios já chegam a mais de 10 mil em todo o Estado, informou ontem à tarde o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado, Nivaldo Bezerra.
Em alguns municípios, as escolas da rede pública e privada suspenderam as aulas de educação física e cerca de 20% dos alunos deixaram de frequentar as aulas por causa do calor e da baixa umidade do ar. (Com Agência Estado).

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