Atualmente 29 países não têm água potável disponível para atender a população e cerca de 20% da população mundial não têm acesso à água potável. Está previsto para daqui a 10 anos, problemas de abastecimento em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e nas principais metrópoles do Brasil.

Em 2025, segundo a ONU, cerca de 70% da população mundial, ou seja, 2,8 bilhões de pessoas, estarão sujeitas a problemas de abastecimento. Embora 95,1% de toda a água do planeta seja salgada, 4,7% geleira ou está subterrânea e de difícil acesso, e sobrar apenas 0,147% para o consumo humano, esse não é o fator da escassez de água no mundo. O maior problema é a poluição dos mananciais, o uso sem planejamento e o desperdício.

Essa realidade estimulou uma ampla discussão sobre o tema no 2º Seminário Águas: Problemas e Soluções para o Século 21, que reuniu cerca de 300 pessoas entre engenheiros, urbanistas, arquitetos, químicos, geólogos, biólogos, estudantes destas áreas e convidados.

O evento, que somou mais de 20 horas entre 16 palestras de pesquisadores e especialistas de todo o País, além de vereadores e deputados, e duas mesas redondas, foi realizado pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) e Ministério Público (MP) do Estado do Paraná, entre os dias 28 e 30 de novembro.

Denúncia

Uma comissão multidisciplinar formada pelo MP, universidades Federal do Paraná e Tuiuti, Crea-PR e ONGs ambientais apresentaram o resultado final de uma pesquisa sobre a qualidade da água que abastece a população de Curitiba e Região Metropolitana (RMC).

A comissão foi formada no início do ano, após a denúncia do deputado Max Rosenmann (PMDB) ao MP, de que a água fornecida pela Sanepar, em Curitiba e RMC, estaria poluída com resíduos de lixo e esgoto, pois continha cor, cheiro e gosto, três fatores que classificam a água como imprópria para o consumo humano de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por esse motivo, a Sanepar estaria usando uma dose excessiva de cloro na água, acima dos padrões internacionais, contribuindo assim para a formação de clorado cancerígeno (thihalometanos).

Rosenmann diz que ''a intenção da denúncia não foi de criar conflito com a Sanepar, no sentido de punidade, pois ela é a melhor empresa de saneamento do País, mas para pedir soluções, pois a situação é preocupante''.

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