água da Baía de Guanabara está boa, afirma Reichstul
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
Por Chico Araújo, especial para a AE 
Brasília, 02 (AE) - Apesar do vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía da Guanabara, no RJ, o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, garantiu hoje que a qualidade da água do local ainda é boa. A informação, dada à Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, baseia-se em relatório feito por um grupo de técnicos da Petrobras e de entidades ambientalistas que analisa a contaminação da Baía de Guanabara. Reichstul foi informado sobre a análise da qualidade da água enquanto prestava depoimento aos deputados.
Relatório de técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o vazamento põe em dúvida a garantia de Reichstul quanto à qualidade da água. "Devido à grande quantidade de óleo, os impactos na qualidade da água são de grande magnitude", destaca o laudo. Em outro trecho, o documento acentua que, por ser a Baía de Guanabara um ambiente relativamente fechado, as consequências do acidente são ainda maiores.
Segundo Reichstul, a empresa já recolheu 472 mil litros de óleo do local e espera concluir o relatório que apura a responsabilidade da detecção do vazamento em 20 dias. Ele explicou que outros 2.600 metros cúbicos do petróleo estariam impregnados na areia e submersos. Reichstul afirmou que a Petrobras conseguiu retirar do mar uma grande quantidade de óleo por dois motivos: baixa profundidade da área afetada e pouco deslocamento de água. Ele disse que uma quantidade significativa do produto evaporou em razão do forte calor. Segundo ele, o total recolhido é superior aos 15% da média internacional para acidentes como o ocorrido na Baía de Guanabara.
Praias - Além disso, Reichstul anunciou que em 30 dias, no máximo, a empresa deverá concluir a limpeza das praias e pedras das áreas atingidas. Já em relação aos mangues, estima que entre 3 e 5 anos esses locais estariam recuperados. O presidente da Petrobras garantiu que "não há nenhum risco" de a contaminação atingir as praias da zona sul. Segundo ele, a empresa tem 32 mil bóias instaladas no mar, o que evitaria a propagação do óleo.


