Agropecuaristas recorrem à Justiça do MT
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O Ministério Público Federal (MPF) de Cuiabá informou que está analisando o pedido de relaxamento de prisão apresentado pela defesa dos cinco agropecuaristas detidos na última quarta-feira, em Londrina. Suspeitos de extração ilegal de madeira no Parque Nacional Indígena do Xingu, no Mato Grosso, eles continuam detidos na delegacia da Polícia Federal (PF).
De acordo com a denúncia que embasou 47 pedidos de prisões em quatro estados, assinada pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar, os agropecuaristas fariam parte de um grupo que ''além de explorar toda a cobertura florestal de suas respectivas áreas'', em imóveis rurais limítrofes ao Parque do Xingu, ''extravasam suas atividades delituosas para o interior do Parque (...), valendo-se de autorização de exploração florestal fraudada, da corrupção de agentes públicos e do aliciamento de lideranças indígenas''.
De acordo com o procurador, o casal Ilton Vicentini e Audrey Tachibana Vicentini - apontados como proprietários da Fazenda Iamaçú (também denominada União) - e Ivo Vicentini - que seria proprietário da Fazenda Ouro Verde - teriam firmado contratos de arrendamento com outras famílias para ''exploração total das madeiras aproveitáveis para madeireiras e laminadoras''.
Já o casal Flávio Turquino e Maria Helena Braile Turquino, indicado como dono das fazendas Cristal, São José, Uirapuru e São Francisco, teria imóveis com matrículas localizadas dentro do Parque Xingu. Conforme o MPF, todas as propriedades ''sofreram intensa e extensa exploração ilícita de madeira'' e a titulação de pelo menos uma delas pode ter sido forjada com ''artifícios fraudulentos''.
Os cinco agropecuaristas foram presos pela PF de Londrina em cumprimento a mandados de prisão expedidos pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva. No dia das prisões, a PF não divulgou os nomes dos suspeitos.
A assessoria de comunicação da Justiça Federal de Cuiabá informou que a defesa dos suspeitos entrou com pedido de revogação das prisões. Até a noite, conforme a assessoria do MPF, o procurador ainda não havia emitido parecer.
A reportagem da FOLHA ligou para todos os telefones residenciais dos agropecuaristas, mas em nenhum deles encontrou familiares dispostos a dar declarações ou apontar nomes de seus advogados. As assessorias de imprensa da PF, MPF e Justiça Federal também não souberam identificar os advogados.


