Agropecuarista quer concluir anel viário
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sexta-feira, 17 de novembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
O agropecuarista Tommaso Mambrini, 63 anos, está disposto a bancar, com recursos próprios, a conclusão do anel viário de Campo Mourão, cujas obras foram iniciadas no final de 1993 e estão paralisadas há mais de um ano. A proposta está numa carta que ele enviou à Prefeitura de Campo Mourão, ao Governo do Estado, ao Congresso Nacional e ao Ministério dos Transportes, entre outras instituições. Mambrini diz que faz a obra em troca da exploração do pedágio no local
Na carta-proposta, o agropecuarista frisa que o abandono da obra é uma grande vergonha para município. Mambrini, um italiano de Roma que há 15 anos é dono de uma fazenda de mil hectares em Campo Mourão, diz que tem experiência, na Europa, como concessionário de construções e gestões de obras públicas. Ele diz também que tem dinheiro na Suíça e que pode concluir a obra - orçada em US$ 2 milhões - em até seis meses.
O produtor ressalta na carta que as obras do anel viário não produziram nada e ainda deixaram um prejuízo de cerca de US$ 10 milhões com o plantio de soja e milho safrinha, nestes sete anos, na área de agricultura desapropriada para a construção da estrada.
Segundo Mambrini, a proposta dele é muito melhor do que o trabalho feito por qualquer concessionária do Anel de Integração. Vou investir uma fortuna e não apenar tapar buracos, provocou. Ele diz também que estaria disposto a dar um percentual da arrecadação do pedágio - 10% ou 20% - para a prefeitura. Para quem duvida, ela garante que dá garantias técnicas e bancárias.
O Ministério dos Transportes já enviou resposta à carta de Mambrini. O chefe do gabinete do ministro Eliseu Padilha, Raimundo Dantas dos Santos, disse que a proposta do agropecuarista de Campo Mourão é inaceitável, por mais que possa ser considerada interessante. O ofício do governo diz que a legislação vigente estabelece que as concessões devem ser objetos de licitação pública, excluindo a hipótese de concessão direta a qualquer interessado.
Mambrini se disse surpreendido com a resposta. Se alguém aparece na minha fazenda com dinheiro para comprar algum bezerro, será sempre bem vindo, disse. O agricultor diz que, em último caso, a proposta dele deveria ser usada para pressionar o governo e a concessionária a concluir o anel viário o mais rapidamente possível.


