O agropecuarista Mário Fuganti Junior, de 40 anos, foi morto no final da tarde da última quinta-feira, em Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana). A família acredita na possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte), mas as primeiras informações eram de que pouca coisa havia sido roubada da vítima. Mais conhecido como Marinho, ele era neto de Júlio Fuganti, um dos pioneiros de Londrina e fundador da Casas Fuganti, uma das mais tradicionais da cidade.
  A vítima morava sozinha na fazenda onde foi morta. O corpo foi encontrado na manhã de ontem, dentro da mata nativa existente na entrada da propriedade, com um tiro no lado direito do pescoço.
  Segundo informou uma empregada da fazenda, que preferiu não se identificar, Fuganti não tinha carro e havia saído no início da tarde para ir até uma venda, a cerca de três quilômetros da propriedade. Por volta das 17 horas, um dos funcionários, que estava na casa de um vizinho, escutou tiros e voltou para ver o que estava acontecendo. Ele teria sido rendido na porteira por dois homens armados e levado para a sede da propriedade. Dentro da casa, segundo a funcionária, já estava um outro trabalhador.
  Pouco depois teria chegado o terceiro empregado, que também foi rendido pela dupla. Os três ficaram amarrados e com os olhos vendados até as 7 horas de ontem, quando um deles conseguiu cortar a corda com os dentes. Só então eles se soltaram e saíram à procura de Fuganti, que teria sido morto próximo à porteira da fazenda.
  De acordo com Sérgio Aparecido de Araújo, cunhado do agropecuarista, assim que chegaram à sede, os criminosos informaram aos funcionários que Fuganti estava morto. ‘‘A casa foi revirada, mas aparentemente só foram levados um GPS (aparelho de rastreamento por satélite) e uma luneta de visão noturna’’, informou Araújo. Segundo ele, Fuganti ficava a maior parte do tempo na fazenda e vinha para Londrina a cada 15 dias, passar o final de semana e visitar os dois filhos. O agropecuarista não era casado.
  O corpo de Fuganti foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa, onde foi submetido a autópsia, e levado de volta a Ortigueira, onde seria preparado para o traslado a Londrina. A expectativa é que chegasse na noite de ontem.
  O velório será na capela mortuária do Cemitério Parque das Oliveiras, onde vai acontecer o sepultamento.

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