Agrishow lota hotéis e deve ter público recorde em Ribeirão Preto
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quarta-feira, 19 de abril de 2000
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 20 (AE) - Hotéis lotados, reforços nos restaurantes e pelo menos cinco mil pessoas, entre marceneiros, garçons, agrônomos e pessoal de promoção, contratadas são os primeiros reflexos em Ribeirão Preto dos preparativos para a Feira Internacional de Tecnologia e Agricultura em Ação (Agrishow), que terá sua sétima edição no município este ano entre 1º e 6 de maio na cidade. Esta semana começaram os preparativos para o evento, que será lançado oficialmente na próxima terça-feira (25), com a presença de representantes do agribusiness nacional.
A estrutura para este ano que está sendo montada no Núcleo de Agronomia da Alta Mogiana, na Fazenda Experimental do IAC em Ribeirão, prevê a concepção de um estacionamento com capacidade para sete mil veículos no local, para atender a um público recorde de 120 mil visitantes. Também está sendo instalada uma subestação com capacidade de 3 mil quilowattts (energia suficiente para atender a uma cidade de pelo menos 10 mil habitantes). Além disso, este ano o evento terá, pela primeira vez, um local reservado exclusivamente para novas tecnologias em pastagens e fenação.
O local terá 40 currais reservado para 350 animais de alto padrão genético, incluindo uma área para apresentação de máquinas para manejo. Segundo a organização da festa, a expectativa é que se fature no total cerca de R$ 800 milhões em vendas, 20% a mais que no ano passado. Para que isso ocorra, Banespa, Bradesco e Banco do Brasil abriram linhas de crédito especificamente para atender principalmente os pequenos produtores, com juros de, no máximo, 9% ao ano. Somente o Banco do Brasil deverá destinar cerca de R$ 200 milhões em créditos, quantia 50% maior que no ano passado.
Para o diretor do Banco Ribeirão Preto, Nelson Rocha, a expectativa de um faturamento também recorde este ano se deve principalmente ao aumento nos preços das principais commodities. "O agricultor vai chegar para a feira deste anos mais capitalizado e otimista do que no ano passado, que realmente foi um ano muito ruim para todos os setores, principalmente por conta da desvalorização cambial", analisou.


