Agricultura familiar terá recursos de R$ 300 mi no Nordeste
Brasília, 22 (AE) - Os agricultores familiares do Nordeste vão receber R$ 300 milhões do programa Pronaf Planta Brasil. O valor foi anunciado hoje, pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, diante do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manoel dos Santos, e de representantes sindicais de agricultores nordestinos. Os bancos do Brasil e do Nordeste já estão autorizados a liberar ainda hoje R$ 190 milhões para os produtores rurais. A intenção do governo é aproveitar o período de chuvas no sertão para o plantio imediato.
Os recursos serão aproveitados na aquisição de sementes e fertilizantes para agricultores dos grupos C - com renda anual de até R$ 1.500,00 - e D - em que a renda pode chegar a R$ 27.500,00. A taxa de juros do financiamento é de 5,75% ao ano, com um bônus de R$ 200,00 previsto para integrantes do grupo C que pagarem em dia. O total de recursos para os financiamentos do Pronaf para a safra 1999/2000, negociado entre Contag e governo no ano passado, é de R$ 3,46 bilhões. Até agora foram liberados R$ 1,8 bilhão.
Crítica - O presidente da Contag, Manoel dos Santos, enfatizou a importância da luta sindical para que se consiga os recursos a tempo, mas lembrou que a plantação da região semi-árida, que começaria em janeiro, já foi prejudicada. Os recursos liberados agora seriam mais necessários no sertão, onde as chuvas inauguram o período de plantio.
"A batalha não termina aqui", disse Manoel dos Santos. Ele lembrou que os bancos costumam dificultar a chegada da verba às mãos do agricultor familiar, e disse que a Contag vai fiscalizar esse processo. Jungmann concorda com o alerta, mas garantiu: "vamos fazer o monitoramento desses recursos para que eles cheguem ao produtor".
Hoje o ministro encontrou-se com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e amanhã tem reunião marcada com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, para discutir uma forma de fiscalizar a aplicação da verba. "A gente sabe que tem problema
e isso não pode continuar", disse Jungmann.





